assim que ficaremos, meus amigos, na nostalgia, nossos risos de coxia, as brincadeiras de final de ensaio, os tangos, os passos, as sombras nas cortinas. vou amá-los tanto, que a mim só cabe acreditar que assim será mais bonito. o partir é tão bonito, não acham?
o fim que é anterior ao desencanto, que sela os destinos e emoldura magia nas lembranças. é assim que vocês ficarão. e meus pés vão sentir falta dos tacos quebrados do palco, e minha voz vez em quando vai pedir sopro, mas não haverá ninguém, bem sei.
amigos, vocês pensarão em mim? sinto tanto que pensarei em vocês, a cada dia. sinto que serei eternamente apaixonada por um querer que não mais me vestirá.
me perguntarão: o que está por trás de tanto afeto? o que explica o pulsar de teu coração acelerado que hoje chora tanto?
e eu, caros amigos, do alto da minha crença, direi: o sonho, basta o sonho. porque do sonho, se revelam eles, cada qual na sua ternura, ingenuidade e fé, imensurável.
vou viver então como uma dessas mulheres de atenas, nutrindo-se de um amor desmedido e incondicional, que se alimenta do ontem, da saudade, da lembrança. e vou viver pra esperar. esperar o reencontro, que talvez jamais virá. ainda sim, hei de ter uma razão, um porquê, um amor que inquieta e que conforta minha solitude, porque solitária já não sou mais.
à vocês, meus companheiros de vida; a minha saudade, gratidão e reconhecimento - o mais doce e latente possível.
amor,
pauli.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário