quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

tanto quanto.

o amor que por tí tive foi de drummond, eterno enquanto durou. por ti cavalguei cruzadas e nadei mares que nem cheguei a conhecer. em sonho, talvez. te admirei tanto, que te olhava e quase chorava porque sentia teu coração batendo em sincronia com o meu no meio da noite. hoje não o sinto mais. mas sei que o amor que por tí tive não me abandonou, ele vive em mim e é reinventado todos os dias, pelo andarilho, pelo menino malabarista do sinal, pela amiga cheia de problemas, o vizinho que perdeu o filho no acidente de carro, a avó que me pede atenção. o amor que por tí tive não era teu, era meu. por isso tão abstrato, tão passageiro. não é assim, o amor, benzinho? a gente ama o tanto quanto sabe, o tanto quanto pode, o tanto quanto tem.

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