quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

sem lenço nem documento.

o que vai ficando é um pouco solitário. Para alguns não consigo ir sem dizer adeus, para outros nem quero. E o que fica, será mesmo que fica? Será que o que é de fato forte, não me acompanha? É aí que aprendo que o que temos é o que somos.
o livro que ontem era importante, hoje fica. o ursinho que era xodó, fica. A caixinha, a almofada. O pai, a mãe, o irmão, a avó e a tia. Ficam todos.
Fica também a pergunta: fui eu quem escolhi o caminho? Ou foi ele quem me escolheu? Hoje vou fechar os olhos e sentir o vento, porque não quero pensar. A gente se engana tanto pensando (...) Sou forte, sou por acaso, cazuzeando na paulicéia eu vou, entre becos e o céu cinza. Benção pai, bênção mãe.

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