quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

paraty.

há aqui qualquer coisa que me encanta
talvez poesia de coxixo de esquina
sopra quente no pé do ouvido
versos que nem chegaram a nascer
quem sabe, pés-de-moleque sem fim.
ou linha do horizonte, um pouco como eu
indecisa entre
céu
e
mar
(?)
me pega pela mão, provocante
aroma de fim de tarde, laranja.
lançando redes ao mar.
é ciranda que divaga, devagarinho, devaneio.
quem convida moleque a sonhar.
então são velas, cores, aromas.
para tanto não posso mais, quimera.
poderiam-se eternos, quem dera

ah,olhar ingênuo
se me fostes fiel até então
não haverias agora de me enganar
se for sonho ou fantasia,
atrasa meu relógio,
peço o favor de nem me avisar.

(sábado, 28/11/09 - Paraty.)

Nenhum comentário:

Postar um comentário