domingo, 4 de abril de 2010
perto
é que algo ficou mal-explicado, e dá um vazio que não ouso entender. é que ao final, beirinha da água, me destes um beijo na testa que fez teu lábio ainda quente encostar na minha pele fria e por alí ficastes durante alguns segundos e eu acreditei, desculpa. eu sei, eu poderia me satisfazer com os simplismos de nossos mal-entendidos, mas aí lembro do teu beijo, minha testa fria e tua boca quentinha e não dá, algo não fecha. e se descubro que mantens minhas declarações em que te falo de eternidade e penso: por quê? algo assim me faz acreditar, estamos tão perto, tão perto, mas estamos perdendo, porque o inverno vai chegar e o inverno não será jamais o mesmo inverno que esperávamos, vai ser frio, simples assim, e vai ser distante, e qualquer outra coisa de estranho porque tu não terás minha testa e eu não terei teus lábios e há de doer, muito.
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