sábado, 21 de novembro de 2009

(acervo do antigo blog.)

sobre o que não tem volta:

sentí sua falta. não queria recorrer ao desespero, mas foi com rapidez que te procurei por todos os cantos. msn? nada. talvez uma sms no celular. não, aí eu estaria estragando tudo. esse espaço seguro que firmamos entre nós. ou seria eu quem o firmou? já não importa mais.

hoje, tenho certeza que dormiria abraçada contigo novamente. sinto falta de tudo. até do aroma do teu desodorante. desculpa, desculpa, desculpa mil vezes, mas o vazio é tão grande, que não pude evitar em escrever tudo aqui. confesso: esse texto, mais do que qualquer um, é um desabafo.
não reclamaria, amor, de forma alguma, amanhã, ao acordar, do meu possível torcicolo no pescoço, - pois eu tenho certeza - você teria me feito dormir torta, entre seus braços.
não reclamaria se você mais uma vez, jogasse tuas meias por todos os cantos, nem ao menos me questionaria: - fazes isso só pra me irritar né cabeção? só pode...
por hoje, não demonstraria o menor sinal de exaustão em te abrir a porta de madrugada, e perguntaria como há muito já não perguntava mais: e o show? muito cheio?
eu te traria sorrisos, como aqueles que você me trouxe, por tantos anos. e mais uma vez, um café na cama, e mais uma vez, buscaria tua toalha. e ligaria o aquecedor, e cobriria teus pés.
a luz laranja no canto inferior do monitor anuncia: é você. o de sempre, você.
são poucas palavras: cansaço, sono, show e um "tudo bem?" (seria apenas por educação?)
você precisa dormir. - "durma bem." - eu digo. e você vai. sem nem ao menos saber o que se passa de verdade comigo. e eu deixo você ir. a paz da solidão fará mais por você do que eu poderia.
não julgue o meu sentir. o meu sentir torto, o meu sentir contra-mão. muito menos duvide de tal. te amo tanto, que quase não sou mulher o suficiente pra isso. mas o tempo pede paz, e os caminhos são opostos.
Descansa.

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